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Escolhendo uma caixa de transporte compatível com a IATA

Como medir, escolher e equipar uma caixa de transporte que atenda às Live Animals Regulations da IATA e passe na inspeção da companhia aérea.

5 min de leitura
Escolhendo uma caixa de transporte compatível com a IATA

O que o padrão realmente exige

A IATA publica as Live Animals Regulations, e o Container Requirement 1 é a seção que cobre cães e gatos. Ela descreve um recinto rígido — plástico moldado, fibra de vidro ou madeira — com teto sólido, piso à prova de vazamento e uma porta que não pode ser aberta à força. As companhias aéreas adotam o padrão como mínimo e depois somam suas próprias condições, então uma caixa pode estar dentro da norma da IATA e ainda assim ser recusada por uma companhia específica. Trate o regulamento como o piso mínimo, e a especificação escrita da companhia como o requisito real.

Medindo o seu animal

Quatro medidas definem o tamanho. A é da ponta do nariz até a base do rabo, B é do chão até a articulação do cotovelo, C é a largura dos ombros, e D é a altura do chão até o topo da cabeça ou a ponta das orelhas, o que for maior. O comprimento interno precisa ser pelo menos A mais metade de B, a largura interna pelo menos o dobro de C, e a altura interna pelo menos D. A checagem final não é numérica, é comportamental: o animal precisa conseguir ficar de pé sem tocar o teto, virar completamente e deitar em uma posição natural.

Ventilação, parafusos e ferragens

Caixas internacionais geralmente precisam de aberturas de ventilação nos quatro lados, com boa parte da área total de abertura na metade superior. As duas metades precisam ser unidas com porcas e parafusos de metal ao redor de todo o perímetro; os clipes plásticos de encaixe que vêm em muitos kits de varejo são o motivo mais comum de uma caixa ser recusada no balcão. As portas devem ser de metal, com trava de mola ou de fechamento central que se encaixe no chassi acima e abaixo. As rodinhas precisam ser removidas ou travadas, e barras espaçadoras externas mantêm a ventilação livre quando a caixa é carregada ao lado de outras cargas.

Equipando para o voo

Prenda os potes de comida e água por dentro da porta, para que possam ser enchidos de fora sem abrir a caixa, e cole um saquinho de ração no topo. Forre o piso com material absorvente — um tapete higiênico embaixo de uma manta funciona; palha e feno são recusados por muitos países por questões de biossegurança. Marque a caixa com etiquetas de "Live Animals" e setas para cima em pelo menos dois lados, e acrescente um cartão com o seu nome, telefones, o nome do animal e instruções de alimentação. Não coloque cadeado; os funcionários podem precisar abrir a porta em uma emergência.

Acostume o animal com semanas de antecedência

Compre a caixa cedo e deixe-a aberta em casa, com a cama de sempre dentro, para que vire um lugar normal de descanso, e não algo que só aparece no dia da viagem. Dê a comida dentro dela, depois comece a fechar a porta por períodos curtos e vá aumentando aos poucos. Treine um trajeto de carro dentro da caixa, se o animal for até o aeroporto nela. Um animal que já dorme na própria caixa lida muito melhor com o check-in, o carregamento e um voo longo no porão do que um que está vendo tudo isso pela primeira vez no terminal.