Por que esses países são diferentes
Austrália, Nova Zelândia, Japão, Cingapura, Islândia, Havaí e Reino Unido eliminaram a raiva ou nunca a tiveram na população animal doméstica. As regras de importação desses lugares existem para manter essa situação, então o ônus da prova fica com você, não com a fronteira. Cada um classifica o mundo em níveis, e os requisitos dependem de em qual nível o seu país de partida está, não da sua nacionalidade nem de onde o animal nasceu. Um animal vindo de um país de alto risco pode nem ser importável diretamente, sem antes passar meses num país intermediário aprovado.
Permissões e aviso prévio
Esses destinos geralmente exigem autorização antes da partida, não na chegada. A Austrália emite uma permissão de importação pelo departamento de agricultura, e o próprio pedido leva semanas para ser processado. O Japão exige notificação prévia ao Serviço de Quarentena Animal com pelo menos 40 dias de antecedência da chegada, e a confirmação precisa viajar junto com o animal. Nova Zelândia e Cingapura operam seus próprios sistemas de permissão, com vagas de chegada reservadas. Pedir a permissão sem já ter as datas de vacinação e teste definidas é o motivo mais comum de um pedido ser devolvido.
O teste de anticorpos e a espera
Quase todos esses países exigem um teste de anticorpos neutralizantes contra a raiva num laboratório aprovado, com resultado de pelo menos 0,5 UI/ml. O sangue precisa ser coletado pelo menos 30 dias depois da vacina antirrábica, e o longo período de espera é então contado a partir da data da coleta — 180 dias para o Japão e para o caminho padrão da Austrália. Perder o status de aprovação do laboratório, o intervalo de 30 dias ou a data da amostra faz todo o período recomeçar. Essa única cláusula é o motivo pelo qual essas mudanças precisam de seis a sete meses.
Quarentena na chegada
Mesmo um processo perfeito costuma terminar em algum confinamento. A Austrália exige um mínimo de 10 dias em sua instalação de quarentena pós-entrada, com vagas reservadas com antecedência e sem visitas em parte da estadia. A Nova Zelândia aplica um mínimo parecido numa instalação aprovada para a maioria das origens. O Japão retém animais por até 12 horas quando todos os requisitos são cumpridos, mas até 180 dias quando não são. O Havaí oferece liberação direta no aeroporto ou um programa de cinco dias ou menos, ambos condicionados à papelada estar completa e correta antes da chegada.
Planeje de trás para frente, a partir da data de chegada
Comece pelo dia em que você quer que o animal desembarque e trabalhe de trás para frente: reserva da quarentena, aprovação da permissão, a espera de 180 dias, a coleta de sangue, o intervalo de 30 dias, a vacina antirrábica, e o microchip antes de tudo isso. Essa conta normalmente dá em torno de sete meses. Confirme cada data com a própria orientação publicada pela autoridade do destino, porque os níveis e as listas de laboratórios aprovados mudam sem muito aviso. Se uma etapa for perdida, quase sempre é mais barato adiar a mudança do que discutir na fronteira.