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Microchips ISO e por que chips fora do padrão falham

O que os padrões de microchip ISO 11784 e 11785 exigem, e o que acontece na fronteira quando o leitor não encontra nada.

4 min de leitura
Microchips ISO e por que chips fora do padrão falham

O que os dois padrões cobrem

A ISO 11784 define a estrutura do código de identificação, e a ISO 11785 define como o chip transmite esse código. Juntas, elas descrevem um número de 15 dígitos transmitido a 134,2 kHz usando tecnologia FDX-B. Esse é o formato em torno do qual agentes de fronteira, leitores governamentais e bancos de dados internacionais são construídos. Praticamente todo país que exige identificação para importar um pet escreve essa exigência como um chip compatível com a ISO, e a UE, o Reino Unido, a Austrália, a Nova Zelândia e o Japão especificam isso explicitamente em suas regras de importação.

Lendo o número do seu pet

Conte os dígitos primeiro: um chip compatível tem exatamente 15. Os três primeiros dígitos são um código de país ou um código de fabricante na faixa 900, e os doze restantes são o identificador individual. Números com 9, 10 ou 13 dígitos, ou códigos com letras, quase sempre são sistemas antigos fora do padrão ISO — os chips de 125 kHz e 128 kHz ainda comuns em partes da América do Norte. Se o seu certificado de registro mostra um número curto, considere que ele não será lido no exterior até você confirmar o contrário.

O que dá errado na fronteira

Um leitor de fronteira padrão varre em busca de frequências ISO. Se não encontra nada, o agente não consegue confirmar qual animal está na frente dele, e todos os outros documentos — o certificado antirrábico, o laudo de titulação, o atestado de saúde — fazem referência a um número de microchip que não pode ser verificado. Nesse ponto, a papelada passa a ser tratada como pertencente a um animal não identificado. Dependendo do destino, o desfecho vai de revacinação com reinício do período de espera até quarentena por conta do tutor ou recusa de entrada.

Corrigindo um chip fora do padrão ISO

A solução costumeira é implantar um segundo chip, compatível com a ISO, e registrar os dois números em todos os documentos a partir daí, anotando a data de implante do novo chip. Onde um período de espera conta a partir da data do microchip, é o chip ISO que dá a largada, então isso precisa acontecer antes da vacina antirrábica que será usada para a viagem. Alguns países permitem levar seu próprio leitor, capaz de ler o chip original, em vez disso, mas essa concessão não é universal e é um plano B ruim se a bateria acabar. Confirme a posição do destino antes de escolher.

O chip precisa vir primeiro

Para a maioria dos destinos, uma vacina antirrábica aplicada antes do microchip não conta, por mais válida que a vacina em si tenha sido. A sequência é implantar, depois vacinar, depois esperar, depois testar, se exigido. Peça para o chip ser lido em cada consulta e confira o número com os seus documentos toda vez — chips ocasionalmente migram sob a pele ou, raramente, param de responder. Mantenha seu cadastro atualizado no banco de dados que emitiu o número, porque um chip funcionando ligado a um telefone que não existe mais não ajuda ninguém se o animal se separar de você.